terça-feira, 14 de julho de 2009

Relatório do encontro do Gestar II - Língua Portuguesa - TP 3 - "Gêneros e Tipos textuais".

Aos dezesseis dias do mês de junho de dois mil e nove (16/06/2009), às treze horas (13:00h), nos reunimos nas dependências do Projeto Alvorada da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “Oswaldo Piana” para realizarmos a Oficina 6 da Unidade 12 do TP3: Gêneros e tipos Textuais.
Após um momento de desabafos bons e ruins sobre a educação em geral fizemos a leitura e reflexão da mensagem: “A história do lápis”. Destacamos as qualidades do lápis; uma delas diz que de vez em quando precisamos parar aquilo que estamos escrevendo e usarmos o apontador. E o que estamos fazendo... Em seguida distribuímos uma lembrancinha: “Um lápis decorado”.
Prosseguimos com a revisão, através de apostila, do TP3, conteúdos das Inidades 11 e 12. Fazemos sempre uma revisão porque os cursistas e eu achamos muito importante. A gente se situa...
Passamos aos relatos de experiências, onde cada um desenvolveu a atividade do Avançando na Prática que mais se adaptava à turma.
Alguns cursistas aplicaram o Avançando na Prática da página 124. Relataram que mesmo que já se trabalhe estas produções, sempre precisamos ficar atentos para as novidades e mostrar características da narração e descrição conduzindo-os à identificação com mais segurança.
Acharam interessante a atividade, pois podemos juntar o narrativo e descritivo, colocar um texto no outro, ou seja, das partes para o todo, observar bem as características físicas e psicológicas, identificar a introdução, desenvolvimento e conclusão que ainda se torna difícil para muitos, etc.
A Professora Francisca desenvolveu o Avançando na Prática da página 109, adaptou com atividades do Livro Didático usando muitas aulas. Relatou suas dificuldades e experiências com relação a aplicação, mas completou : “Os alunos brincaram e aprenderam. Amaram as aulas.
Com relação ao Avançando na Prática da página 115, a Professora Maria Berenice relatou que encontrou um ponto negativo, onde após pedir aos alunos que trouxessem os manuais, bulas, etc. ninguém trouxe, cada um justificou a sua maneira, até que as mães não deixaram tirá-los das caixas dos aparelhos, mas a Professora prevenida levou alguns. Dividiu a turma em três grandes equipes e explicou-lhes o que deveriam fazer. Para sua surpresa questionaram muito e disseram se tratar de um “texto indicativo”, porque indicava o que era para fazer.
A professora concluiu sua fala dizendo que a turma é muito crítica e ativa, por isso, os trabalhos surtem ótimos resultados!
Já tínhamos trabalhado e falado bastante fomos lanchar!
Em seguida retornamos e desenvolvemos as atividades referentes ao texto do Jô Soares, composição: “O salário mínimo”, onde todos tiveram oportunidade e expuseram suas idéias e conclusões.
Fizemos a Avaliação dos trabalhos realizados neste dia e falamos sobre o assunto do TP4, “Letramento”. Lançamos alguns questionamentos para reflexão. Relembramos a importância da leitura dedicada para o andamento dos próximos trabalhos!



A história do lápis
O menino olhava a avó escrevendo uma carta e perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele!
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. "Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade".
"Segunda qualidade: de vez em quando preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".
Autoria de Paulo Coelho

Relatório do Encontro do Gestar II

No dia vinte e três de maio de dois mil e nove (23/05/2009), às sete horas e trinta minutos (7:30h), nos reunimos na sala dos professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental “Oswaldo Piana” para mais uma Sessão Coletiva do GESTAR II.
Conforme combinado no encontro anterior, as atividades iniciais foram, desenvolvidas juntamente com Formadores e Cursistas de Matemática e Língua Portuguesa.
Iniciamos com boas-vindas, leitura e reflexão da mensagem: “A galinha e a águia”. Aconteceram muitas interpretações da metáfora ocasionando risos e descontração, porém conseguimos direcionar para nossa vida profissional e social.
Recordamos a eles a necessidade da Lista Nominal da Turma cadastrada para o desenvolvimento das atividades do GESTAR II em cada área.
Foi pauta novamente, a construção do Projeto a ser implementado na escola, o qual o cursista deverá desenvolver para a finalização do Programa.
Observamos a ansiedade dos cursistas em dar prosseguimento a esta Formação Continuada, onde eles relevam sua importância, mas reclamam do tempo hábil para o estudo do TP, a confecção, realização e aplicação das atividades propostas, bem como a apresentação dos resultados nos encontros.
Somente dez horas de planejamento e reforço é muito pouco; a sugestão é que diminuam quatro aulas para estudo, pesquisas, planejamento, elaboração de relatórios, etc. Ouvimos suas insatisfações e nos comprometemos em repassá-las aos nossos superiores para uma possível solução.
Lanchamos e partimos para o segundo momento, cada qual com seus cursistas.
Relembramos alguns pontos interessantes sobre os Gêneros textuais e passamos aos relatos de experiência do Avançando na prática pedagógica.
Os cursistas relataram de modo geral, que o desenvolvimento da atividade do Avançando na Prática escolhido unanimemente: Gênero Biografia, página 25, TP3 observaram alguns pontos relevantes na sua aplicação. Dificuldades em redigir em 3ª pessoa. Alguns professores deram-lhes sequências de itens para observarem e facilitar no desenvolvimento. Houve cursistas que aplicaram até no Ensino Médio.Sua aplicação diferenciada causou dificuldades e resultados que os fizeram refletir mais uma vez sobre a sua importância na busca de dados pessoais de cada aluno; alguns que eram filhos de pais separados, sem condições de diálogo, órfãos de pais (com pouca história...), alguns que não quiseram fazer a sua, mas fizeram de outras pessoas que gostavam, políticos entre outros. Todos tiveram experiência e descobertas fantásticas.
Observamos que os cursistas aplicaram a atividade com responsabilidade e interesse em fazer o melhor, pois quando surgiam dúvidas sempre perguntavam, e dessa forma pudemos chegar ao um bom resultado.
Na sequência do encontro fomos para a parte III - Proposta de atividades.
Após a leitura, reflexão e distribuição das atividades conseguimos desenvolvê-las e socializá-las, porém observamos a dificuldade em elaborar os planos de aula . O professor de 1º ao 5º ano faz isso semanalmente em seu Caderno. O de 6º ao 9º ano prepara suas aulas para muitas turmas diferentes, mas não registra da mesma forma.
Prosseguimos com a Autoavaliação igual a da oficina anterior.
Comentamos sobre o tema da próxima oficina e observamos as páginas do Avançando na prática .
Finalizamos nossas atividades desse dia com a entrega de uma lembrancinha e a certeza de que o GESTAR II realmente veio para fazer a diferença. “A paciência é amarga, mas seus frutos são doces” (Augusto Cury).



A Águia e a GalinhaUma metáfora da condição humana

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. - De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. - Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas. - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! - Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
(Autor: Leonardo Boff)